quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sociedade do Conhecimento

Este texto é basicamente uma conversa que tive com um político, que aqui não cabe mencionar o nome, segue.

Sociedade do Conhecimento

O assunto por mais antigo que seja, ainda é um paradigma, mas cabe a “nós”: diga-se nós políticos, abordarmos com mais veemência este assunto.
Discordo, de certo modo, que temos que investir em indústrias tradicionais. O que quero dizer, indústrias de um modo geral, ainda que gerem empregos, trazem consigo mais ônus do que bônus, muitas vezes exigem grandes incentivos, que se postos na ponta do lápis, quase que se torna inviável a instalação da mesma, sem falar em resíduos e o consumo deliberado de matéria prima da região.
Mas por fim só para fazer uma analogia do que estou falando, quantos equitares de soja são necessários para render o montante equivalente ao valor de uma tecnologia? Como um satélite por exemplo. Cito o exemplo do cinema norte americano que chegou a gerar 30 Bilhões na década de 90 enquanto o Brasil plantava e cultivava. Porque será que só no Brasil o Mecdonalds emprega mais que toda a GM no Mundo? E outra questão, porque não vemos multinacionais de tecnologia se instalar no Brasil?  O que oferecemos para o mercado hoje? Infelizmente, ainda hoje se dá mais incentivos para plantar soja do que para uma startup de tecnologia, por exemplo. Problema cultural? Entramos no assunto novamente do paradigma do conhecimento.
Temos que investir em indústria? Sim, mas nunca como principal meio para solução de uma crise ou para solução definitiva de um país, estado ou município.  Usando de um bordão já conhecido eu ratifico, educação é sim a solução, exemplo disso é o parque tecnológico da Unisinos, engana-se quem pensa que ele está instalado onde está, pela cidade, está ali pela mão de obra, ou melhor, pelo conhecimento que a Unisinos gera. Outro exemplo e que foi citado ontem na reunião é a Medical Valley, o terreno foi preparado pelo ensino, ou melhor, pelo conhecimento gerado pela Feevale. Acho que já está mais que na hora de prepararmos o terreno para recebermos ou sermos procurados (o que é melhor), por empresas que investem e produzem conhecimento.
Deixo mais um exemplo para complementar minha analogia, quantos por centos de lucro ganha o conhecido Bill Gates ao vender um Windows 8? Quando ganha a GM ou VolksVagen ou qualquer outra montadora de caros instaladas no Brasil e até mesmo fora?
Qual o custo de “montagem” de um software? E qual o custo de montagem de um automóvel? Quais os resíduos produzidos pela Microsoft? Quais os resíduos produzidos pelas montadoras?
Cito esses exemplos, pois são extremos, um no topo do conhecimento e outro no topo da indústria, poderia usar o exemplo do calçado também que gera inúmeros resíduos, sem falar nos salários desse segmento.

Gostaria muito que tivéssemos uma cidade com pensamento pra frente, e para isso temos que equipar escolas, munir as crianças de hoje para integrarem o mercado do conhecimento, pois com isso tenho certeza que nossa cidade colhera frutos muito mais viçosos, até mesmo do que já colheu na “era calçado” e será exemplo para o país da soja.  

2 comentários:

  1. Os incentivos, da sua mais variada forma, empenhados ao conhecimento/educação são parcos em relação a nossa necessidade (indíviduo, empresa, nação..). Evoluímos lentamente no progresso e reformulação da educação/conhecimento, indo em desencontro ao imediatismo exigido de nós.

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  2. Enfatizo no fato considerando o conjunto da obra, desde, produção até sustentabilidade. É muito mais barato e lucrativo vender/produzir conhecimento, vide exemplos que citei. Infelizmente o Brasil em pleno século 21 ainda acha viável investir no agronegócio e industrias, não que não seja lucrativo, até porque, são, mas o "conjunto", se analisado, mostra que não é este o caminho, basta analisarmos países desenvolvidos.

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